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Léo, Léo, ando enchendo a cara de vinho, mas recolhendo alguns clássicos da Literatura de Restaurante.
E mudei o nome do blog, acho que Di Vin não é muito apropriado...rsss
Vejam meus 3 leitores as pérolas que se ouvem nos restaurantes:
http://quasesommeliere.blogspot.com/
Escrito por Gil às 17h13
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Quando adolescente fui feminista ardorosa. Acreditava em um reinado de justiça, paz, fraterninade e tudo arrumadinho no lugar. Com o tempo passando e as mulheres se destacando em todos os cenários, acabei percebendo que não passamos de seres humanos com ou sem vagina. Provamos que podemos ser tão corruptas, incompetentes, desleais, violentas e virulentas quanto qualquer homem. Mas o que me fez descrer de vez do feminismo foram os banheiros públicos femininos. O feminismo acabou de vez quando as mulheres passaram a fazer xixi em pé nesses lugares. Antes até podíamos ser tão ruins quanto os homens, mas pelo menos nossos banheiros eram limpinhos!
Escrito por Gil às 00h47
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Eu sei que meus 3 leitores não são exatamente fãs de vinho, mas ainda assim vou ser chata o bastante para pedir que visitem esse blog:
http://di-vin.blogspot.com/
E por favor, me digam se o trocadilho "di Vin" (lê-se di vãn) não ficou tosco! Como o nome sugere, não se trata apenas de vinho, mas de formas de encarar o vinho. Espero que gostem!
Pago 1 real a cada visitante do novo blog, hehehehehe
Escrito por Gil às 05h39
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Todo dia ela faz tudo sempre igual
ou
Notícias (nada) Frescas
O ano só vai começar depois do carnaval, as férias chegando ao fim, as calorias ganhas durante as festas. IPVA, preço do material escolar, balanço das mortes nas estradas.
Carnaval pra quem o adora e pra quem o odeia. Globeleza, Rio de Janeiro com turistas e assaltos, mulher pelada, musa da vez, BBB, balanço das mortes na estrada, corrupção. Capa da Playboy, inundação em Sampa e Rio, alerta sobre o lixo que causa as inundações, dengue, balanço das mortes nas estradas. Campanha da fraternidade. Buracos nas estradas, políticos safados. Violência no Rio de Janeiro.
Preço do bacalhau, ovos de Páscoa com preço alto, balanço das mortes nas estradas. O ano acaba de começar. Comércio se reestabelecendo. Feministas em passeata pelos direitos femininos, aumento de salário e briga para saber o quanto deve aumentar, corrupção. Novela nova, dia das mães, compras do dia das mães. Começo de inverno, compras de inverno, desabrigados passando frio, campanha do agasalho. Independência do Brasil, corrupção, balanço de mortes na estrada, crianças e compras para as crianças, campanhas de doação de brinquedos. Fim de ano chegando, estoque nas lojas, especialistas dizendo como você deve gastar seu décimo terceiro salário, movimentação e expectativas do comércio, campanhas natalinas, compras de natal.
Eu acho que há uma conspiração! Ninguém grava notícias há dezenas de anos. Tudo funciona da seguinte maneira: um computador recicla as mesmas notícias anualmente apenas mudando um pouco as falas e imagens (os jornalistas que fizeram as reportagens iniciais já morreram há anos). Os apresentadores (também já todos mortos) gravaram suas falas e imagens mais ou menos como aquelas irritantes vozes dos menus de operadoras de celular (seu saldo é de......dois...reais...E...Trinta...E.....oito....centavos).
Nas revistas não existem pessoas trabalhando, há apenas um computador que brinca de dadaísmo com as notícias e imprime várias revistas com os mesmo temas há anos. Apenas quando há uma novidade, ou seja, quase nunca já que as novidades também são recicladas anualmente, é que "eles" põe pessoas de verdade em entrevistas e reportagens. A última vez que isso aconteceu foi quando descobriram o Brasil.
Escrito por Gil às 02h48
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H o j e e s t o u completando 34 anos. E curiosamente sinto-me muito bem com isso!
Foi como ter um “insight” durante uma conversa sobre como sobreviveríamos (eu e meus amigos) em um apocalipse “zumbítico”, ou “zumbílico”.
Estávamos todos nos refugiando do carnaval em um sítio em que há uma piscina fazedora de cabelos verdes. Nesses dias tivemos a felicidade de conviver uns com os outros sem o barulho da cidade, com ar puro e uma paisagem deslumbrante. Mas isso não teve muita importância pois choveu a maior parte do tempo e tínhamos nada menos que dois PS2 e uma dúzia de jogos de mesa.
Então surgiu A pergunta: “O que faríamos se houvesse um apocalipse Zumbílico (ou zumbítico)?”
Nos abrigaríamos no sítio, claro! Construiríamos barreiras, sobreviveríamos de acerolas, nos abrigaríamos no sótão que teria uma escada que poderíamos puxar para cima impedindo até mesmo a invasão de zumbis corredores como os do “28 Dias”.
Tudo quase perfeito! Quase? Sim, quase, porque nos dias que se seguiram, como boa neurótica que sou fiquei imaginando cada detalhe. As famílias de cada um abrigadas em sítios pela redondeza, a vigilância, como traríamos a Lari, Lu, a Nane e a Brubru, a possibilidade de reprodução dos Últimos Nerds do planeta (Newton e Érika, Keké e Léo, Déa e Gladin são minha esperança). Se é para imaginar um fim do mundo, então vamos fazer isso direito!
Nossa, viajei!!!!
E essa viagem literal e imaginária fez-me perceber uma coisa muito importante (chegamos ao “insight”, ufa!): eu quero envelhecer ao lado dos meus amigos que amo tanto! E lá vai neurose outra vez. Como trazer pra BH o Dyego, os Rocha,a Lari, o Marcos, o Jr., a Drica, a Carla (sem o marido), o Lu, Nane e Brubru? E lá vem os planos desmaquiavélicos para juntar todo mundo...
Quero todos juntos o tempo todo, quero afofar cada um dos meus amigos como afofo os gatos aqui de casa, quero envelhecer junto com todos eles (Hermann, Léo, Keké, Déa, Gladin, Newton, Érika, Anderson, Paula, Rochas, Marcos,Lari, Ricardo, Clarissa, Raimundo, Lulu, Nane, Brubru, Drica, Mário, Jr., ai Jesus, faltou alguém??!! Será que foi pego pelos zumbis??!!). Quero todos juntos, confesso, por uma razão egoísta: não quero ser uma velhinha gagá! E quem poderia ficar gagá com uma turma de amigos assim?!
Escrito por Gil às 04h04
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D e p o i s q u e f u i ameaçada de morte por um ser inominável (com direito a B.O., polícia na porta de casa, barraco e detalhes de fazer inveja a novela mexicana) fiquei pensando na incrível fragilidade da vida. Não, mentira! Pensei o que vai acontecer se a ameaça for concluída. Depois de morta o universo jamais terá existido, ainda menos existência terá o ser inominável, então não especularei sobre o depois.
O que penso é sobre o agora, sobre o que eu aproveitei, exatamente como a gente se sente depois de voltar de uma viagem de férias. Pois bem, como foram minhas férias? De que sinto saudades? O que eu gostaria de ter aproveitado mais?
Eu gostaria de ter ficado mais tempo.
Só isso.
Escrito por Gil às 03h10
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TRIBUNAL VIVO
Escrito por Gil às 14h36
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O Patrão Nosso de Cada Dia

M u i t a c o i s a m u d o u. Revendo o blog e atualizando os links pude perceber quão diferente está a minha vida. Coisas boas aconteceram, mas muitas coisas ruins acabaram chupando minha energia, esperança e força de vontade. Quando vim morar com meu namorado, em seguida fui demitida, arrumei outro emprego que parecia bom, afinal eu trabalharia com vinho.
O que consegui foi me acabar trabalhando 11 horas por dia, em pé, sem horário fixo de almoço, em um lugar extremamente desorganizado e com um patrão cruel. Sem contar os outros problemas não relacionados ao trabalho. Eu chegava em casa tão cansada que mal tinha ânimo para tomar banho. E hoje, já livre dessa situação, percebo como algumas coisas em mim começaram a deteriorar. Minha memória ficou péssima, perdi o senso de organização sem o qual mal consigo elaborar um pensamento simples. Meu corpo está implorando por descanso, minhas dores musculares aumentaram de uma forma assustadora, meu estômago tornou a doer e minha capacidade de comunicação praticamente sumiu. Fui um robozinho burro por longos meses. Apenas dormi e trabalhei esse tempo todo. Não criei, não estudei, nem evoluí, tampouco fui feliz, sequer aproveitei a vida. Não pensei, não construí, não aprendi muito mais sobre vinho. Na sexta-feira, já pronta para começar no novo emprego, visitei um site de adoção de gatinhos, e, comovida, chorei com as trágicas histórias de alguns dos gatinhos.Mas não chorei apenas por eles. Chorei também por mim e pela vida miserável que estava levando. Como um animal abandonado, também tenho receio da nova vida que estou encontrando. Preciso recuperar tudo aquilo que perdi para depois talvez ter novamente confiança no destino.
Escrito por Gil às 15h25
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T e n h o t r ê s d e l e s, dois são adotados. O outro também, mas desse eu participei do resgate. Estávamos eu e meu namorado voltando da academia e, perto da calçada, escondido, faminto e assustado, estava ele. O gatinho foi corajoso, grunhiu ameaçadoramente, ouriçou os pêlos sujos de todo seu corpo minúsculo. Teria morrido atropelado se não o tivéssemos acolhido.
Frank Black, o mais velho, foi adotado de uma veterinária, e a Bufy foi um presente de um amigo. Cada um deles têm um temperamento diferente. Claro que o Teteto (como passou a se chamar) é o mais novinho, não deve ter mais um ano, e portanto o mais endiabrado. Lembro de quando demos banho nele, assim que o trouxemos da rua e o colocamos sobre o monitor do computador para que se aquecesse. Ele devia pesar umas duzentas gramas, e agora está enorme, como um bom gato-vaquinha deve ser. O Black é mal humorado, mimado, temperamental. A Buffy é pequena e doce. Tem olhos tristes e um miado assustador.
São três gatinhos andando pela casa. Dois deles, vaquinhas. Um, siamês. Pêlos diversos grudados em todas as roupas, comida de gato, areia de gato. Doze patinhas peludas, sessenta e seis pequenas almofadas rosadas pisando o chão, seis olhinhos atentos, dilatando e contraindo suas pupilas, enxergando mais que eu. Na cama, parece haver centenas deles, que dormem aos nossos pés, barrigas, braços e ocupam muito, muito espaço. Olho para eles e penso como pode existir tamanha perfeição?
Escrito por Gil às 13h26
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Nem lembro há quanto tempo foi que escrevi no blog. Ops! vi agora, já faz um tempão. Um amigo disse uma vez que escrever é 10% inspiração e 90% transpiração. Clichê, mas é verdade. A pedido da Camila, minha nova leitora (uma das três pessoas que me lêem), aqui estou. Andei pensando hoje mesmo em fazer uma revisão de meio de ano, só para conferir se tudo o que eu escrevi na agenda como coisas a serem feitas realmente estão sendo feitas. Vou tentar lembrar, porque esqueci a agenda no trabalho, então não sei se a revisão vai ser muito boa. Por outro lado, se esqueci o que almejei para esse ano é porque estou mesmo muito desmemoriada... -Arrumar um trabalho novo: Sim, consegui. Depois da decepção com o último emprego, ando me sentindo ótima. Desde que comecei a trabalhar na adega onde estou, recebi mais três propostas de emprego! -Estudar mais vinho: Mais ou menos. Trabalhando com vinho eu acabo estudando, falando, bebendo, discutindo mais vinho. Mas fico sem tempo para ler os livros que preciso. -Me masturbar mais. Não, definitivamente. Uma pena. -Escrever mais cartas. Sim, sim! Até que os dedos doam. -Lembrar de ser mais feliz: eu havia esquecido completamente disso. Andava regurgitando umas mágoas, até que o Hermann me deu um puxão de orelha, ui! Doeu, mas valeu. Não lembro de mais nada, mas sei que tem mais coisas. Porém tenho ainda mais meio ano. Aconteceram mais coisas nesse meio ano que não estavam planejadas e que foram muito boas, ou ruins, mas no sentido de boas, ou ruins mas boas ou... você entendeu, não é? Eu passei a morar na casa do Hermann (não casei, não casei!) e nosso namoro vai bem, obrigada. Percebi que vale a pena se controlar e deixar de repetir alguns erros, ainda que na hora esses erros pareçam ser a coisa mais certa a se fazer. Adotei um gatinho que teria sido atropelado mas que agora está fofinho, gordinho e terrivelmente esperto. Fiz mais uma tatuagem. Estou planejando a compra de meu próprio apartamento, e isso me deixa muito, mas muito feliz. Me sinto tão... adulta, digna e responsável por causa disso! Descobri que não gosto de ver gays se beijando, se amassando ou transando. Avaliando o já um ano em Belo Horizonte, chego à conclusão de que ele foi muito bem aproveitado. E fico feliz com isso. De verdade. Ainda sou uma caipira que gosta de andar de metrô, de escada rolante, shopping e contar andares de prédios. Me sinto interiorana, ainda. Tenho a sensação de que estou para voltar para a cidade pequena, que isso aqui são só férias. Bem, paciência. Ninguém é perfeito, mesmo.
Escrito por Gil às 20h40
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[ seja curioso ]
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